{"id":1500,"date":"2023-11-30T01:00:27","date_gmt":"2023-11-30T01:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/gmnzdigital.com.br\/amazonface\/?post_type=noticias-amf&#038;p=1500"},"modified":"2023-11-30T01:00:28","modified_gmt":"2023-11-30T01:00:28","slug":"torres-de-35m-no-meio-da-amazonia-vao-medir-estragos-da-crise-climatica","status":"publish","type":"noticias-amf","link":"https:\/\/gmnzdigital.com.br\/amazonface\/noticias-amf\/torres-de-35m-no-meio-da-amazonia-vao-medir-estragos-da-crise-climatica\/","title":{"rendered":"Torres de 35m no meio da Amaz\u00f4nia v\u00e3o medir estragos da crise clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"\n<p>O experimento se chama AmazonFACE, um programa de pesquisa in\u00e9dito desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"620\" height=\"350\" src=\"https:\/\/gmnzdigital.com.br\/amazonface\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/vlad-hilitanu-pt7qzb4zlww-unsplash.webp\" alt=\"Amaz\u00f4nia, floresta, meio ambiente, (Foto: Unsplash)\" class=\"wp-image-1502\" srcset=\"https:\/\/gmnzdigital.com.br\/amazonface\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/vlad-hilitanu-pt7qzb4zlww-unsplash.webp 620w, https:\/\/gmnzdigital.com.br\/amazonface\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/vlad-hilitanu-pt7qzb4zlww-unsplash-300x169.webp 300w, https:\/\/gmnzdigital.com.br\/amazonface\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/vlad-hilitanu-pt7qzb4zlww-unsplash-150x85.webp 150w, https:\/\/gmnzdigital.com.br\/amazonface\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/vlad-hilitanu-pt7qzb4zlww-unsplash-600x339.webp 600w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Saber como a Amaz\u00f4nia vai responder futuramente \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas provocadas pelo aumento de di\u00f3xido de carbono (CO2 ou g\u00e1s carb\u00f4nico) \u00e9 uma das maiores quest\u00f5es que estudiosos do tema buscam resolver nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Recentemente, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa) deram um importante passo para a execu\u00e7\u00e3o de um experimento que pretende preencher essa lacuna cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 26 de agosto, um primeiro modelo da principal estrutura do experimento foi apresentado aos respons\u00e1veis pelo estudo. Trata-se de uma torre de alum\u00ednio de 35 metros, projetada para a pesquisa e que ficar\u00e1 encarregada de liberar o CO2 em \u00e1reas espec\u00edficas da floresta, pr\u00f3ximo \u00e0 cidade de Manaus. As primeiras unidades dessas torres &#8211; ser\u00e3o mais de 90 ao todo &#8211; devem ser instaladas na Amaz\u00f4nia nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n\n\n\n<p>O experimento se chama AmazonFACE, um programa de pesquisa in\u00e9dito que vai submeter essas \u00e1reas de floresta Amaz\u00f4nica a uma concentra\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica elevada de di\u00f3xido de carbono pelos pr\u00f3ximos 10 anos. A ideia \u00e9 projetar uma situa\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica semelhante a que dever\u00e1 ser encontrada entre 2050 e 2070, quando, em teoria, haver\u00e1 mais CO2 liberado na atmosfera e a Terra estar\u00e1, por conta disso, mais quente. As proje\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC).<\/p>\n\n\n\n<p>O g\u00e1s carb\u00f4nico \u00e9 um dos principais respons\u00e1veis pelo efeito estufa e pelo aumento da temperatura na Terra desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, no s\u00e9culo 19. Ao mesmo tempo, \u00e9 tamb\u00e9m a principal mat\u00e9ria-prima para as plantas realizarem a fotoss\u00edntese. Da\u00ed a hip\u00f3tese levantada de que a floresta pode reagir positivamente a essas emiss\u00f5es.&#8221;Essas hip\u00f3teses que a gente chama de fertiliza\u00e7\u00e3o por CO2 v\u00eam questionar o que vai acontecer com a trajet\u00f3ria da Amaz\u00f4nia no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>A gente sabe que \u00e9 inevit\u00e1vel, por um lado, que o aumento de di\u00f3xido de carbono na atmosfera aque\u00e7a o planeta e mude regimes de chuvas, mas a quest\u00e3o \u00e9: ser\u00e1 que esse mesmo CO2 n\u00e3o vai fertilizar as plantas e tornar a vida delas mais f\u00e1cil?&#8221;, disse Carlos Alberto Quesada, pesquisador do Inpa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, assim como o aumento de di\u00f3xido de carbono atmosf\u00e9rico no futuro pode levar a floresta amaz\u00f4nica a um processo de savaniza\u00e7\u00e3o (com temperaturas mais altas, regime de secas mais prolongados e regime pluviom\u00e9trico semelhante ao do Cerrado), o mesmo g\u00e1s pode tamb\u00e9m estimular a regi\u00e3o a se proteger contra os efeitos delet\u00e9rios deste aquecimento a partir de obten\u00e7\u00e3o de nutrientes e desenvolvimento da capacidade de armazenar \u00e1gua e resistir aos per\u00edodos sem chuva.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo de fertilizar a floresta por meio de di\u00f3xido de carbono se chama Free-Air CO2 Enrichment (Enriquecimento por CO2 ao Ar Livre), que d\u00e1 origem \u00e0 sigla &#8220;FACE&#8221;, presente no nome do programa. Pa\u00edses como Estados Unidos e Inglaterra j\u00e1 aplicaram o m\u00e9todo em campo para estudar a rea\u00e7\u00e3o de outras florestas, mas \u00e9 a primeira vez que o experimento ser\u00e1 aplicado na maior tropical do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Queremos saber qual \u00e9 o efeito do CO2 elevado sobre a Amaz\u00f4nia. Se esse efeito de fertiliza\u00e7\u00e3o de fato, existe, o qu\u00e3o forte ele \u00e9 e quanto tempo dura em uma floresta tropical&#8221;, disse David Lapola, coordenador do AmazonFACE e pesquisador do Centro de Pesquisas Meteorol\u00f3gicas Aplicadas \u00e0 Agricultura (Cepagri) da Unicamp&#8221;A Amaz\u00f4nia regula o clima no planeta, e \u00e9 respons\u00e1vel por 25% da \u00e1gua doce que entra nos oceanos&#8221;, relembrou Quesada. &#8220;Se o aumento de g\u00e1s carb\u00f4nico mudar o regime de chuvas, muda-se at\u00e9 a corrente de temperaturas. Em termos de efeitos planet\u00e1rios, uma mudan\u00e7a dr\u00e1stica de vegeta\u00e7\u00e3o pode desequilibrar o planeta inteiro&#8221;, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ele cita que uma eventual transforma\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia poderia causar impactos socioecon\u00f4micos tamb\u00e9m, e n\u00e3o apenas mudan\u00e7as na ordem da biologia e fisiologia da floresta. &#8220;(Com uma poss\u00edvel savaniza\u00e7\u00e3o) vai ter migra\u00e7\u00e3o para a cidade, aumento de doen\u00e7as por causa do aumento de vetores, crise h\u00eddrica na gera\u00e7\u00e3o de energia, aumento do consumo por conta das subidas de temperatura, e pode afetar a precipita\u00e7\u00e3o de chuvas importantes para o agroneg\u00f3cio do Sul do Pa\u00eds&#8221;, explicou o pesquisador do Inpa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ent\u00e3o, esse experimento, sem precedentes, tem uma import\u00e2ncia muito grande porque vai resolver a maior d\u00favida clim\u00e1tica atual no planeta, que \u00e9 sobre o futuro da floresta amaz\u00f4nica&#8221;, acrescentou.Para conseguir ser colocado em pr\u00e1tica, o projeto conta com uma equipe multidisciplinar de mais de 150 pesquisadores e com um investimento robusto. O programa tem o apoio financeiro dos governos brasileiro e brit\u00e2nico. O Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es vai injetar R$ 32 milh\u00f5es nos pr\u00f3ximos meses, e o governo da Gr\u00e3-Bretanha, por meio do MetOffice, o Servi\u00e7o Nacional de Meteorologia do Reino Unido, j\u00e1 repassou 2,25 milh\u00f5es de libras (cerca de R$ 12,93 milh\u00f5es) para viabilizar o experimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como funcionar\u00e1<\/h3>\n\n\n\n<p>O g\u00e1s carb\u00f4nico vai ser borrifado por orif\u00edcios presentes em tubos de polipropileno acoplados \u00e0s torres, que estar\u00e3o ligadas a um tanque de CO2 l\u00edquido. Na conex\u00e3o entre tanque e torre, v\u00e1lvulas controlar\u00e3o a quantidade de g\u00e1s emitida por meio de um software. Esse sistema computacional vai garantir que o di\u00f3xido de carbono seja emitido na quantidade almejada pelo experimento &#8211; se o vento dispersar CO2 levado, por exemplo, o programa pedir\u00e1 que mais g\u00e1s seja liberado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e3o instaladas, ao todo, 96 torres. As estruturas v\u00e3o ser posicionadas em circunfer\u00eancias (an\u00e9is) de 30 metros de di\u00e2metro, e cada uma delas ser\u00e1 formada por 16, formando uma esp\u00e9cie de laborat\u00f3rio a c\u00e9u aberto, que vai abra\u00e7ar cerca de 49 esp\u00e9cies diferentes de vegeta\u00e7\u00e3o em um raio de 15 metros. Dos seis an\u00e9is, tr\u00eas v\u00e3o injetar o CO2 elevado, enquanto os demais v\u00e3o ser o grupo controle e liberar ar ambiente, sem di\u00f3xido de carbono extra.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo de um ano, cada anel emitir\u00e1 1,4 mil toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico (3,8 toneladas por dia), valor que corresponde a um voo de ida e volta de S\u00e3o Paulo a Nova York. Segundo David Lapola, da Unicamp, o desejo dos pesquisadores de rodar o experimento por dez anos \u00e9 porque alguns efeitos n\u00e3o s\u00e3o imediatos e levam tempo para ser mensurados. &#8220;H\u00e1 processos que, depois de 24 horas da aspers\u00e3o de CO2, poderemos perceber alguma mudan\u00e7a, como a fotoss\u00edntese.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, h\u00e1 outros, como o crescimento de troncos &#8211; onde est\u00e1 a maior parte da biomassa da floresta &#8211; que demoram mais tempo para acontecer. Por isso, precisamos de anos de experimento&#8221;, explicou.As torres, por\u00e9m, n\u00e3o ser\u00e3o instaladas todas de uma vez. O estudo vai ser feito por etapas. A primeira delas consiste em come\u00e7ar com dois an\u00e9is, sendo cada um deles composto por 16 estruturas. A previs\u00e3o \u00e9 de que elas comecem a ser instaladas na Amaz\u00f4nia ainda este ano e que os primeiros testes comecem no in\u00edcio de 2023. A ideia \u00e9 incluir as torres restantes at\u00e9 o final do ano que vem, at\u00e9 completar todos os seis an\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses objetos s\u00e3o feitos de alum\u00ednio, possuem 35 metros de altura e pesam cerca de 1,6 tonelada. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 servir para que o topo ultrapasse as copas das \u00e1rvores mais altas da regi\u00e3o, que medem de 27 a 28 metros de altura, em m\u00e9dia. Por uma quest\u00e3o de log\u00edstica, o projeto ser\u00e1 realizado em uma reserva do pr\u00f3prio Inpa, a 70 quil\u00f4metros de Manaus, capital do Estado do Amazonas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Quesada, o experimento tamb\u00e9m prev\u00ea medidas de compensa\u00e7\u00e3o por todas as emiss\u00f5es de carbono borrifado ao longo da pesquisa. Isso engloba desde a constru\u00e7\u00e3o do experimento (confec\u00e7\u00e3o das torres, transporte da estrutura at\u00e9 Amaz\u00f4nia), at\u00e9 a rodagem do AmazonFACE.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os pesquisadores garantem que as torres foram constru\u00eddas pensando no menor impacto ambiental poss\u00edvel.Maur\u00edcio D\u00e1rio, engenheiro respons\u00e1vel pela proje\u00e7\u00e3o da estrutura, explicou \u00e0 reportagem que, a partir das orienta\u00e7\u00f5es do Inpa, ele desenhou as estruturas com uma silhueta (per\u00edmetro) de 1,5 metro, com objetivo de ocupar a menor \u00e1rea poss\u00edvel na floresta, e tamb\u00e9m que o alum\u00ednio foi escolhido como mat\u00e9ria-prima para n\u00e3o corroer e contaminar a biodiversidade local. &#8220;O alum\u00ednio n\u00e3o sofre corros\u00e3o, o que evita que aconte\u00e7a a contamina\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Hip\u00f3teses<\/h3>\n\n\n\n<p>Muitas hip\u00f3teses s\u00e3o levantadas sobre a forma como a floresta amaz\u00f4nica vai reagir com a fertiliza\u00e7\u00e3o por CO2, tanto a n\u00edvel macro (toda Amaz\u00f4nia), como a n\u00edvel micro (dentro dos an\u00e9is que ser\u00e3o instalados).<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos resultados mais esperados, segundo Lapola, \u00e9 o aumento da taxa de fotoss\u00edntese realizada pelas plantas, que resulta na produ\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio e a\u00e7\u00facar a partir de g\u00e1s carb\u00f4nico, \u00e1gua e luz &#8211; mat\u00e9rias-primas do processo f\u00edsico-qu\u00edmico. &#8220;O CO2 \u00e9 como se fosse um alimento para a planta fazer a fotoss\u00edntese&#8221;, resumiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele lembra, por\u00e9m, que a metodologia FACE nunca foi aplicada em uma floresta tropical, e que o aumento da taxa de fotoss\u00edntese em plantas deste tipo de bioma s\u00f3 tem sido observado em experimentos controlados em laborat\u00f3rios: &#8220;Agora, a gente n\u00e3o vai enriquecer em CO2 uma \u00e1rvore s\u00f3. Vai ser uma parcela do ecossistema como um todo&#8221;. Se as plantas estudadas da Amaz\u00f4nia come\u00e7arem a apresentar, de fato, aumento da fotoss\u00edntese, outras hip\u00f3teses j\u00e1 passariam a ser pensadas e, possivelmente, seriam observadas nas \u00e1rvores presentes dentro do an\u00e9is.Uma delas \u00e9 o crescimento acelerado de algumas delas, sobretudo as de esp\u00e9cies pioneiras, e tamb\u00e9m trepadeiras, que possuem uma madeira mais flex\u00edvel e s\u00e3o mais sens\u00edveis ao est\u00edmulo do CO2 elevado.<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento de outras esp\u00e9cies, entretanto, pode n\u00e3o acontecer por conta da falta de f\u00f3sforo no solo da Amaz\u00f4nia &#8211; 60% apresenta defici\u00eancia do nutriente. No entanto, de acordo com o pesquisador, o CO2 elevado pode melhorar a rela\u00e7\u00e3o de mutualismo que as \u00e1rvores estabelecem com fungos que se hospedam em suas ra\u00edzes. &#8220;Os fungos fornecem nutrientes (como o f\u00f3sforo) para as plantas e as plantas d\u00e3o a\u00e7\u00facar para o fungo. Vamos analisar e ver se elas orientam mais a\u00e7\u00facar em troca de receber mais f\u00f3sforo, mas isso \u00e9 uma hip\u00f3tese. Se realmente vai acontecer, s\u00f3 saberemos durante o experimento&#8221;, afirmou Lapola.<\/p>\n\n\n\n<p>Por afetar o estado nutricional das plantas, a ingest\u00e3o extra de g\u00e1s carb\u00f4nico pode, tamb\u00e9m, influenciar a fauna que se alimenta daquilo que as \u00e1rvores da floresta oferecem, j\u00e1 que a fotoss\u00edntese \u00e9 o ponto de partida para muitas cadeias alimentares na Terra. &#8220;Quando as folhas dessa planta caem no solo, os insetos detrit\u00edvoros que se alimentam delas v\u00e3o possivelmente precisar comer mais. E s\u00f3 isso pode mudar e provocar uma grande rea\u00e7\u00e3o em cadeia&#8221;, explicou o pesquisador da Unicamp.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, Quesada lembra tamb\u00e9m que, em laborat\u00f3rios, foi verificado que a fertiliza\u00e7\u00e3o por CO2 levou as plantas a perder menos \u00e1gua por evapora\u00e7\u00e3o durante o processo de fotoss\u00edntese, o que tornaria a floresta mais resistente \u00e0s secas e \u00e0s altas temperaturas. &#8220;A quest\u00e3o \u00e9 saber o que vai acontecer com \u00e1rvores grandes e maduras em campo, onde as plantas interagem entre si, interagem com o clima &#8211; com seca ou n\u00e3o seca &#8211; e com nutrientes que limitam o seu crescimento.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o se trata apenas do aumento da resposta de CO2, mas tamb\u00e9m de intera\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas importantes&#8221;, ponderou. &#8220;Existem hip\u00f3teses de que, com mais g\u00e1s carb\u00f4nico na atmosfera, a floresta consiga investir em intera\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas para conseguir mais nutrientes e, com isso, crescer mais e ficar mais forte e resistente \u00e0s secas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ent\u00e3o, saber de antem\u00e3o como o CO2 vai ou n\u00e3o alterar os processos fisiol\u00f3gicos das plantas \u00e9 um valor inestim\u00e1vel. O AmazonFACE \u00e9 um experimento de alt\u00edssimo impacto ambiental e socioecon\u00f4mico porque se debru\u00e7a sobre o que vai acontecer com a Amaz\u00f4nia no futuro e qual trajet\u00f3ria a floresta vai seguir l\u00e1 na frente&#8221;, completou o pesquisador do Inpa.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":1502,"parent":0,"template":"","class_list":["post-1500","noticias-amf","type-noticias-amf","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gmnzdigital.com.br\/amazonface\/wp-json\/wp\/v2\/noticias-amf\/1500","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gmnzdigital.com.br\/amazonface\/wp-json\/wp\/v2\/noticias-amf"}],"about":[{"href":"https:\/\/gmnzdigital.com.br\/amazonface\/wp-json\/wp\/v2\/types\/noticias-amf"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gmnzdigital.com.br\/amazonface\/wp-json\/wp\/v2\/noticias-amf\/1500\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gmnzdigital.com.br\/amazonface\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1502"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gmnzdigital.com.br\/amazonface\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1500"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}